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Contas da prefeitura de Sem-Peixe em 2025

Quanto a prefeitura arrecadou, quanto se comprometeu a gastar e como fechou o ano: os números que ela mesma declarou ao Tesouro Nacional, explicados sem jargão.

Tesouro Nacional · DCA 2025

Em 2025, a prefeitura de Sem-Peixe (MG) arrecadou R$ 46,97 milhões. Depois de descontar R$ 4,42 milhões (a parte que vai para o FUNDEB e devoluções), ficou com uma receita líquida de R$ 42,55 milhões. Ela se comprometeu a gastar R$ 36,34 milhões (despesa empenhada). A receita superou a despesa em R$ 6,2 milhões (14,6% da receita): é o que se chama de superávit orçamentário. Isso dá R$ 15.017 de gasto por habitante, considerando 2.420 moradores (estimativa do IBGE para 2025).

A receita líquida cresceu mais rápido que o gasto comprometido: 44,7% contra 7% em relação a 2024. Esse resultado não quer dizer, por si só, que sobrou ou faltou dinheiro no caixa: a prefeitura pode usar recursos guardados de anos anteriores.

Ano fechado de 2025, como declarado ao Tesouro

R$ 42,55 milhões
Receita líquida
o que a prefeitura arrecadou e recebeu no ano, depois de descontada a parte do FUNDEB
+44,7% em relação a 2024
R$ 36,34 milhões
Gasto comprometido
o dinheiro reservado para pagar, mesmo que a entrega ou o pagamento venham depois
+7% em relação a 2024
R$ 6,2 milhões
Sobrou dinheiro (superávit)
14,6% da receita líquida
R$ 15.017
Despesa por habitante
despesa ÷ 2.420 habitantes (estimativa do IBGE, 2025)

O que chama a atenção nos números?

Destaques escolhidos por regras fixas a partir das contas de 2025: no máximo três, com os mesmos critérios para todas as cidades.

A receita cresceu mais que a despesa

A receita líquida variou +44,7% em relação a 2024; o gasto comprometido, +7% (valores da época, sem descontar a inflação).

Gasto por morador acima das cidades de porte parecido

Sem-Peixe se comprometeu a gastar R$ 15.017 por morador em 2025, 30% a mais que a cidade típica com até 5.000 habitantes.

Esses destaques descrevem diferenças e tendências. Sozinhos, não indicam boa ou má gestão nem irregularidade. As variações são nominais, sem descontar a inflação.

O que cada palavra quer dizer

Receita
todo o dinheiro que entra nos cofres da prefeitura: impostos e taxas da cidade, repasses do governo federal e do estado, rendimentos.
Receita líquida
a receita depois de tirar o que a prefeitura repassa ao FUNDEB (fundo da educação básica) e as devoluções. Não quer dizer que todo esse valor esteja livre: parte tem destino definido, como educação e saúde. Atenção: não é a Receita Corrente Líquida (RCL) da Lei de Responsabilidade Fiscal, usada para os limites de gasto com pessoal e de dívida.
Gasto comprometido (despesa empenhada)
o valor que a prefeitura reservou e se comprometeu a pagar. O empenho vem antes da entrega do serviço e do pagamento.
Sobrou ou faltou (superávit e déficit)
a receita líquida menos o gasto comprometido no ano. Se sobra, é superávit; se falta, é déficit. Não é, sozinho, sinal de boa ou má gestão.
Por habitante
o valor total dividido pelo número de moradores, para comparar cidades de tamanhos diferentes.

Do compromisso ao pagamento em 2025: o caminho do dinheiro

Quando a prefeitura gasta, o dinheiro passa por três etapas. Os valores abaixo não incluem as despesas entre órgãos da própria prefeitura.

R$ 36,34 milhõesComprometido
o dinheiro foi reservado
R$ 35,52 milhõesEntregue
o serviço ou a compra foi entregue
R$ 34,68 milhõesPago
o dinheiro saiu do caixa
EtapaValorDo comprometido
ComprometidoR$ 36.342.181100%
EntregueR$ 35.519.40998%
PagoR$ 34.684.79095%

Os valores são do próprio ano: não incluem o pagamento de dívidas de anos anteriores, então não mostram, sozinhos, se a prefeitura deve ou não.

De onde veio o dinheiro da prefeitura de Sem-Peixe em 2025?

De cada R$ 100 que a prefeitura arrecada, R$ 90,20 vêm de repasses do governo federal e do estado, R$ 2,00 de impostos e taxas da própria cidade e R$ 7,80 de outras fontes.

Repasses do governo federal e do estado · 90,2% Impostos e taxas da própria cidade · 2,0% Outras fontes · 7,8%

Os três percentuais foram arredondados para uma casa decimal; quando a soma não dá 100%, a diferença vai para a parte com maior resto.

O detalhe, em três grupos

FonteValorDa receita bruta
Repasses do governo federal e do estadoFPM, ICMS, IPVA, FUNDEB, SUS e outros valores enviados pelo governo federal e pelo estado.R$ 42,38 milhões90,2%
FPMFundo de Participação dos Municípios: repasse da União, dividido entre as cidades.R$ 20,61 milhões43,9%
SUSrepasses da saúde, vindos da União e do estado.R$ 5,59 milhões11,9%
ICMSparte do imposto estadual sobre mercadorias e serviços que cabe à cidade.R$ 3,35 milhões7,1%
FUNDEBfundo da educação básica: o dinheiro volta para a educação, mas parte da receita foi descontada para formá-lo.R$ 1,56 milhão3,3%
IPVAparte do imposto estadual sobre veículos que cabe à cidade.R$ 365,3 mil0,8%
Demais repassesR$ 10,91 milhões23,2%
Impostos e taxas da própria cidadeo que o próprio município arrecada: IPTU, ISS, ITBI, taxas e o imposto de renda retido dos salários e serviços que a prefeitura paga.R$ 920,1 mil2,0%
IRRFimposto de renda retido na fonte sobre o que a prefeitura paga a servidores e fornecedores.R$ 456,5 mil1%
ISSimposto sobre serviços prestados na cidade.R$ 281,6 mil0,6%
ITBIimposto sobre a compra e venda de imóveis.R$ 72,9 mil0,2%
IPTUimposto sobre imóveis urbanos.R$ 5090%
Demais impostos e taxasR$ 108,7 mil0,2%
Outras fontesrendimentos de aplicações, aluguéis, serviços cobrados e contribuições.R$ 3,67 milhões7,8%

Os três grupos somam a receita bruta. As linhas recuadas são partes do grupo acima delas; o que não aparece em nenhuma linha fica em “Demais”.

A receita bruta inclui o que a prefeitura recebe do FUNDEB. O que ela entrega para formar o fundo é outra coisa: é descontado à parte, no cálculo da receita líquida.

Para onde foi o dinheiro da prefeitura de Sem-Peixe em 2025?

As áreas que mais receberam em 2025, pelo gasto comprometido: compromissos assumidos no ano, não necessariamente já pagos.

ÁreaValorDo total
SaúdeR$ 8,16 milhões22,4%
EducaçãoR$ 6,32 milhões17,4%
UrbanismoR$ 6,07 milhões16,7%
TransporteR$ 4,17 milhões11,5%
AdministraçãoR$ 4,11 milhões11,3%
CulturaR$ 1,88 milhão5,2%
LegislativaR$ 1,2 milhão3,3%
SaneamentoR$ 1,12 milhão3,1%

Ver todas as áreas em "A cidade em números"

A parte de cada área no total não serve para conferir os mínimos que a Constituição exige para educação e saúde: esses usam outra base de cálculo.

Sem-Peixe comparada com outras cidades em 2025

Quanto a prefeitura gastou e arrecadou por morador, ao lado da cidade típica de cada grupo.

Gasto por habitante

Em 2025, a prefeitura de Sem-Peixe gastou R$ 15.017 por morador.

  • Sem-PeixeR$ 15.017
  • Cidade típica de porte parecido (até 5.000 habitantes)R$ 11.537
  • Cidade típica do estado (Minas Gerais)R$ 6.790
  • Cidade típica do BrasilR$ 7.212
  • Cidade típica de porte parecido (até 5.000 habitantes): R$ 11.537. Sem-Peixe gastou 30% a mais.
  • Cidade típica do estado (Minas Gerais): R$ 6.790. Sem-Peixe gastou 121% a mais.
  • Cidade típica do Brasil: R$ 7.212. Sem-Peixe gastou 108% a mais.

Receita líquida por habitante

Em 2025, a prefeitura de Sem-Peixe recebeu R$ 17.581 por morador (receita líquida).

  • Sem-PeixeR$ 17.581
  • Cidade típica de porte parecido (até 5.000 habitantes)R$ 12.225
  • Cidade típica do estado (Minas Gerais)R$ 7.214
  • Cidade típica do BrasilR$ 7.534
  • Cidade típica de porte parecido (até 5.000 habitantes): R$ 12.225. Sem-Peixe recebeu 44% a mais.
  • Cidade típica do estado (Minas Gerais): R$ 7.214. Sem-Peixe recebeu 144% a mais.
  • Cidade típica do Brasil: R$ 7.534. Sem-Peixe recebeu 133% a mais.

Gastar mais ou menos não quer dizer gestão melhor ou pior: depende do tamanho da cidade, dos serviços que ela oferece e dos repasses que recebe.

Por que “por morador”? Para dar para comparar cidades de tamanhos diferentes. “Cidade típica” é a do meio da lista de cada grupo: metade das cidades teve valor maior e metade menor (a própria cidade entra no grupo). Todas usam o mesmo ano e a mesma conta.

Como chegamos nos números de 2025

A conta, passo a passo, com os valores que a prefeitura declarou.

Receita arrecadada (bruta)R$ 46.969.837
menos: dedução para o FUNDEB− R$ 4.423.911
menos: outras deduções (devoluções)− R$ 0
igual a: receita líquidaR$ 42.545.925
Gasto comprometido, ou despesa empenhada (sem as despesas entre órgãos da própria prefeitura)− R$ 36.342.181
Resultado: receita líquida menos gasto comprometidoR$ 6.203.745

Os valores são os do município como um todo, como declarado ao Tesouro (inclui a Câmara Municipal).

Outros sites podem mostrar a receita bruta, a despesa paga ou incluir as operações intra-orçamentárias, e por isso os números às vezes diferem. Aqui usamos os dados que a prefeitura declarou ao Tesouro Nacional, com a receita depois das deduções e a despesa empenhada sem as operações intra-orçamentárias.

Perguntas frequentes sobre as contas de Sem-Peixe

Quanto a prefeitura de Sem-Peixe arrecadou em 2025?

Arrecadou R$ 46,97 milhões (receita bruta). Descontadas as deduções do FUNDEB e outras (R$ 4,42 milhões), a receita líquida foi de R$ 42,55 milhões.

Quanto a prefeitura de Sem-Peixe gastou em 2025?

Comprometeu-se a gastar R$ 36,34 milhões (despesa empenhada, sem as despesas entre órgãos da própria prefeitura). Desse valor, R$ 35,52 milhões já tinham sido entregues em serviços e compras (liquidado) e R$ 34,68 milhões tinham sido pagos.

A prefeitura de Sem-Peixe teve superávit ou déficit em 2025?

A receita superou a despesa em R$ 6,2 milhões (14,6% da receita): é o que se chama de superávit orçamentário. Esse resultado não quer dizer, por si só, que sobrou ou faltou dinheiro no caixa: a prefeitura pode usar recursos guardados de anos anteriores.

De onde vem o dinheiro da prefeitura de Sem-Peixe?

90,2% da receita vêm de repasses do governo federal e do estado (como FPM, ICMS, FUNDEB e SUS), 2,0% de impostos e taxas da própria cidade (como IPTU e ISS) e 7,8% de outras fontes.

Qual é o gasto por habitante de Sem-Peixe?

Em 2025, a prefeitura gastou R$ 15.017 por habitante (2.420 habitantes, estimativa do IBGE). Na cidade típica de porte parecido (até 5.000 habitantes), foi de R$ 11.537.

Por que os números diferem de outros sites?

Os critérios mudam: receita bruta ou líquida (depois das deduções); despesa empenhada, liquidada ou paga, com ou sem as operações intra-orçamentárias; população do Censo ou estimativa do IBGE. Aqui usamos os dados da DCA declarados ao Tesouro Nacional: receita líquida, despesa empenhada sem operações intra-orçamentárias e a estimativa do IBGE do ano.

Baixar os números

Receita, deduções, origem do dinheiro e despesa por área, em planilha (CSV). Uso livre, citando a fonte.

Baixar CSV de Sem-Peixe

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